Iyálòòrisá Cris Ty Òsún

Iyálòòrisá Cris Ty Òsún

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Convite



O Asé Òlútòjú,vem na presença da Yálòrisá Cris ty Òsún convidar a todos para a festa da Cigana Salomé.
A realizar se dia 03/11/2012 ás 20:00 hrs
Endereço : Rua 19 Qd 20 Lt 27 Setor Marista Sul
Aparecida de Goiânia,Goiás
Fone : (62) 3248-9311 begin_of_the_skype_highlighting            (62) 3248-9311      end_of_the_skype_highlighting begin_of_the_skype_highlighting            (62) 3248-9311 begin_of_the_skype_highlighting            (62) 3248-9311      end_of_the_skype_highlighting  
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terça-feira, 9 de outubro de 2012

Rezas/Orikis


ORIKIS
Os Oríkì (do yorùbá, orí = cabeça, kì = saudar) são versos, frases ou poemas que são formados para
 saudar o orixá referindo-se a sua origem, suas qualidades e sua ancestralidade. 
Os Oríkì são feitos para mostrar grandes feitos realizados pelo orixá. 
Com isso, podemos nos deparar com Oríkì não somente para os nossos Orixás, 
mas também para pessoas que foram grandes lideres, caçadores,
 governantes, sacerdotes, reis, rainhas, príncipes e todas as pessoas, 
em que em um passado distante ou recente fizeram algo de importante para com uma comunidade
 ou para com o povo. Porém para entendermos bem o significado desses Oríkì,
 devemos ter bons conhecimentos dos orixás

.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

A instituição de confrarias religiosas

FONTE AWOFA IFAKEMI MIGUEL


A instituição de confrarias religiosas, sob a égide da Igreja Católica, separava as etnias africanas. Os pretos de Angola formavam a "Venerável Ordem Terceira do Rosário de Nossa Senhora das Portas do Carmo", fundada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário do Pelourinho. Os Daomeanos (gegês) reuniam-se em volta da devoção de "Nosso Senhor Bom Jesus das Necessidades e Redenção dos Homens Pretos", na capela do Corpo Santo, na Cidade Baixa. Os Nagôs, cuja maioria pertencia à Nação Yorubá, formavam duas irmandades: uma das mulheres e da "Nossa Senhora da Boa Morte"; outra reservada aos homens, a de "Nosso Senhor dos Martírios".
Essa separação por etnias completava o que já havia esboçado a instituição dos batuques do século precedente e permitia aos escravos, libertos ou não, assim reagrupados, praticar juntos novamente, em locais situados fora das igrejas, os cultos de seus deuses africanos.
Várias mulheres enérgicas e voluntariosas, originárias de Ketu, antigas escravas libertas, pertencentes à irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte e da Igreja da Barroquinha, teriam tomado iniciativa de criar um terreiro de candomblé chamado Iya Omi Axé Aira Intilé, numa casa situada à ladeira do Berquó, hoje Rua Visconde de Itaparica, próxima a Igreja da Barroquinha. As versões sobre o assunto são numerosas e variam bastante quando relatam as diversas peripécias que acompanharam esta realização. Os nomes dessas mulheres são eles mesmos controversos. Duas delas, chamadas Iyalussô Danadana e Iyanassô Àkàlà, segundo alguns, auxiliadas por um certo Baba Assiká, saudado como Essá Assiká no Ipadê do qual falaremos mais tarde, teriam sido as fundadoras do terreiro de Axé Airá Intilé. Iyalussô Danadana, segundo consta, regressou à África e lá morreu. Iyanassô teria, pelo seu lado, viajado para Ketu, acompanhada por Marcelina da Silva. Não se sabe, exatamente, se esta era sua filha de sangue, ou filha espiritual - isto é, iniciada por ela no culto dos Orixás - ou, ainda, se se tratava de uma prima sua. As opiniões sobre o assunto são divergentes e tornam-se objeto de eruditas discussões, estando, porém, todos de acordo em declarar que seu nome de iniciada era Obatossí.
Marcelina-Obatossí fez-se acompanhar nessa viagem por sua filha Madalena. Após sete anos de permanência em Ketu, o pequeno grupo voltou acrescido de duas crianças que Madalena havia tido na África e grávida de uma terceira, Claudiana, que será, por sua vez, mãe de Maria Babiana do Espírito Santo, Mãe Senhora, Oxunmiwá, da Qual tive a insigne honra de tornar-me filho espiritual, assim como Carybé, Jorge amado, Waldeloir Rego, Emanoel Araújo, todos colaborador desta obra. Iyanassô e Obatossí trouxeram de Ketu, além destas filhas e netas, um africano chamado Bangbose, que recebeu na Bahia o nome de Rodolfo Martins de Andrade, e que no Ipadê, ao qual me referi acima, é saudado como Essá Obitikô.
O terreiro fundado por trás da Barroquinha mudou-se por diversas vezes e, após ter passado pelo Calabar, na Baixa de São Lázaro, instalou-se sob o nome de Ilé Iyanassô, no local onde ainda hoje se encontra, sendo familiarmente chamado de Casa Branca do Engenho Velho, no qual Marcelina-Obatossí tornou-se Mãe de Santo, após a morte de Iyanassô. Verifica-se ligeira divergência na versão dada por Dona Menininha, relativa às origens dos terreiros provenientes da Barroquinha. O nome de Iyalussô Danadana não é mencionado. A primeira Mãe de Santo teria sido Iyá Àkàlà (distinta de Iyanassô) que, tendo regressado à África, aí mesmo veio a falecer. A segunda Mãe de Santo teria sido Iyanassô Oká (e não Àkàlà). Não se sabe com precisão a data de todos esses acontecimentos, pois, no início do século XIX, a religião católica era ainda a única autorizada. As reuniões de protestantes eram toleradas só para os estrangeiros; o Islamismo, que provocara uma série de revoltas de escravos entre 1808 e 1835, era formalmente proibido e perseguido com extremo rigor; os cultos aos deuses africanos eram ignorados e passados por práticas supersticiosas. Tais cultos tinham um caráter clandestino e as pessoas que nele tomavam parte eram perseguidas pelas autoridades.
Por volta de 1826, a polícia da Bahia havia recolhido no decorrer de buscas efetuadas com o objetivo de prevenir possíveis levantes de africanos, escravos ou livres, na cidade ou nas redondezas, tambores (atabaques), espanta-moscas e outros objetos que pareciam mais adequados ao candomblé, para adoração dos Orixás Yorubás, do que a sua sangrenta revolução. Nina Rodrigues se refere a certo quilombo, existente nas matas do Urubú, em Pirajá, "o qual se mantinha com o auxílio de uma casa de fetiche da vizinhança, chamada a casa do Candomblé".
Um artigo do jornal da Bahia, de 3 de maio de 1855, faz alusão a uma reunião na casa Ilê Iyanassô: "Foram presos e colocados à disposição da polícia, Cristóvam Francisco Tavares, africano emancipado, Maria Salomé, Joana Francisca, Leopoldina Maria da Conceição, Escolástica Maria da Conceição, o mesmo com o qual seria batizada, trinta e cinco anos mais tarde, Dona Menininha, a famosa Mãe de Santo do Gantois, cujos pais, à esta época, sem dúvida, freqüentavam ou faziam parte do terreiro de Ilé Iyanassô, onde houve esta ação policial.
Com a morte de Marcelina da Silva Obatossí, foi Maria Julia Figueiredo Omonikê, também chamada Iyalodê Erelú, na sociedade dos Geledés, que se tornou a nova Mãe de Santo. Isso provocou sérias discussões entre os membros mais antigos do terreiro de Ilê Iyanassô, tendo como consequência a criação de dois novos terreiros, originários do primeiro. Júlia Maria da Conceição Nazaré, cujo Orixá era Dadá Bayani Ajaku, fundou um terreiro chamado Iya Omi Axé Iyamase, no alto dos Gantois, cuja Mãe de Santo e quarta a ocupar este local, foi Dona Escolástica Maria da Conceição Nazaré, Menininha, a última das famosas Mãe de Santo da antiga geração. Segundo Menininha, Júlia Maria da Conceição Nazaré, fundadora do terreiro do Gantois teria sido a irmã de santo e não filha de Santo de Marcelina Obatossí. Um personagem importante nos meios do candomblé, chamado Babá Adetá Okalendé, consagrado a Oxossi, Originário de Ketu, teria tido um papel importante quando foi criado o terreiro do Gantois, Iya Omi Axé Iyamase.
Eugênia Ana Santos, Aninha Obabiyi, cujo Orixá era Xangô, auxiliada por Joaquim Vieira da Silva, Obasanya, um africano vindo do Recife e saudado Essá Oburô, no Ipadê ao qual já fizemos alusão, fundaram outro terreiro saído do Ilé Iyanassô e chamado "Centro Cruz Santa do Axé de Opô Afonjá", que foi instalado, em 1910, em São Gonçalo do Retiro, depois do Axé ter funcionado provisoriamente no lugar denominado Camarão, no bairro do Rio Vermelho. Sob o impulso dessa grande Mãe de Santo, o novo terreiro rapidamente igualou - e talvez, mesmo, tenha ultrapassado - em reputação os outros candomblés Ketu. Maria da Purificação Lopez, Tia Bada Olufandeí, sucedeu, em 1938, a Aninha e deixou, em 1941, o encargo do terreiro a Maria Bibiana do Espírito santo, Mãe Senhora Oxunmiwá, filha espiritual de Aninha Obabiyi.
Pelo jogo complicado das filiações, Senhora era Bisneta de Obatossí por laços de sangue e sua neta somente por laços espirituais da iniciação. Em outros termos, Iyanassô Akalá (ou Oká) foi, na geração anterior, ao mesmo tempo, a bisavó e a trisavó de Senhora. As coisas ficaram ainda mais complicadas quando Senhora recebeu, em 1952, o título honorífico de Iyanassô, dado pelo Alafin Oyó da Nigéria, por intermédio de uma carta de que tivera a honra de ser portador. Senhora, abolindo o tempo passado, graças a esta distinção, tornou-se espiritualmente fundadora desta família de terreiros de candomblé da nação Ketu, na Bahia, confirmando tão elevada posição em 1962, quando foi presidir, seguida de seus ogans (onde figuravam os colaboradores desta obra, Carybé, Jorge Amado, Waldeloir Rêgo e eu mesmo), o Axexê ou cerimônia mortuária da saudosa, e mais que centenária, Mãe de Santo do Ilê Iyanassô da Casa Branca do Engenho Velho, Maximiana Maria da Conceição, Tia Massi Oinfunkê.
Esta dignidade recebida da África por Senhora provocou, diga-se de passagem, comentários e rumores, os "fuxicos" que agitam e apaixonam as pessoas que pertencem a esse pequeno mundo, cheio de tradição, onde as questões de etiqueta, de direitos fundamentados sobre o valor dos nascimentos espirituais, de primazias, de gradação nas formas elaboradas de saudações, de prosternações, de ajoelhamentos são observadas, discutidas e criticadas apaixonadamente; neste mundo onde o beija-mão, as curvaturas, as respeitosas inclinações de cabeça, as mãos ligeiramente balançadas em gestos abençoadores representam um papel tão minucioso e docilmente praticado como na Corte do Rei Sol. Os terreiros de candomblé são os últimos lugares onde as regras do bom tom reinam ainda soberanamente.
Após o desaparecimento da saudosa Mãe Senhora, em 1967, duas novas Mães de Santo lhe sucederam à frente do Axé Opô Afonjá. A atual Maria Estella de Azevedo Santos, Odé Kayodê, retomando a tradição de Iyanassô e de Obatossí, foi fazer uma viagem às fontes, na Nigéria e no ex-Daomé.
Após a morte de Senhora, outros terreiros foram criados, originários todos do Axé Opô Afonjá formando uma terceira geração desta família de candomblés que nasceu na Barroquinha. Citemos o Axé Opô Aganju, de Balbino Daniel de Paula, Obaraim, que viajou para áfrica e aí participou das festas para Xangô, com perfeita naturalidade, como se sua família na houvesse deixando aquele país há várias gerações.
Existem numerosos outros terreiros que seguem o ritual Kétu, como o do Ilé Mariolajê no Matatu, mais conhecido sob o nome de Alaketu, cuja Mãe de Santo atual, Olga de Alaketu, já foi várias vezes à África. Citemos, ainda, o terreiro de Ilé Ogunjá, também do Matatu, do falecido Pai de Santo Procópio Xavier de Souza, Ogunjobí.
Ao lado dos terreiros Nagô-Kétu, há na Bahia os da nação Ijexá. O mais digno dentre deles é o de Eduardo Ijexá, ou Eduardo Antônio Mangabeira, meio-irmão de Otávio Mangabeira, que foi governador do Estado da Bahia. Durante a década de 50 ele enviou cartas redigidas em perfeito Yorubá a seu distante parente, o Rei de Ijexá.
Os terreiros Gegê, onde se praticava o culto dos Voduns do Daomé, eram mais raros. O mais conhecido era o do Bogum, da falecida Emiliana Piedade dos Reis, à qual sucedeu a falecida Valentina Maria dos Anjos, mãe Runhó.
Os cultos Gegê e Nagô (yoruba) se fundiam em terreiros como o de Osumarê, na Rua Vasco da Gama, dos falecidos Antônio de Oxumaré, Cotinha e Simpliciana.
O ritual dos cultos de origem Bantu era inicialmente diferente das cerimônias Nagôs e Gegês. Misturaram-se, depois, tornando-se bastante próximos. A originalidade destes cultos Bantus é difícil de definir. Não se sabe se os rituais Gegê e Nagô foram ou não influenciados por escravos do Congo e de Angola, já presentes no Brasil em grande quantidade, no final do século XVII. Relações mais constantes estabeleceram-se nos séculos posteriores, entre Bahia e Pernambuco e a Costa dita dos Escravos; a maioria dos cativos desembarcaram nestas duas províncias era constituída, então, pelos Gegês e Nagô (Daomeanos e Yorubás).
Expulsemos, em outras obras, as razões comerciais criadas pela presença do fumo na Bahia e em Pernambuco, razões que determinam a afluência dos Gegês e dos Nagôs a estas duas regiões, a partir do século XVIII, e não às outras partes do Brasil, onde os Congos e Angolas continuaram a ser importados em grande proporção.
A palavra candomblé, que serve para designar, na Bahia, as religiões africanas em geral, parece ser de origem Bantu. É possível que as influências das religiões vindas destas regiões não se restringissem, apenas, ao nome dado às cerimônias, mas tivessem dado aos cultos Gegê e Nagô na Bahia uma forma diferente, em certos detalhes, destas mesmas manifestações na África.
Um estudo em separado do ritual Bantu na Bahia á tarefa bastante difícil, pois seria necessário fazê-lo em diversos pontos do Brasil, em lugares onde esta influência Gegê-Nagô não se tivesse feito sentir. Na Bahia, temos que nos contentar com a presença de alguns cantos e ritmos de tambores. Seria necessário, também, localizar os termos Bantu ainda conhecidos, termos estes que os participantes de terreiros Bantus têm tendência a exprimir no seu equivalente Nagô, seja por espírito de descrição, seja para falar numa língua compreensível a seus interlocutores.
Existem na Bahia o terreiro Congo do falecido Manoel Bernardino da Paixão, o Bate Folha, no bairro de Beiru; o terreiro Angola da falecida Maria Neném do Tumbeuci, também no Beiru, e o de seu Filho de Santo, o falecido Manoel Ciríaco de Jesus, o Tumba Juçara, no Alto do Corrupio, hoje sob direção da Mãe
  de Santo Dere.
Destaquemos, finalmente, o caso do falecido Pai de Santo João Alves de Torres, mais conhecido como Joãozinho da Goméa, que deve seu renome ao Caboclo Pedra Preta, e cujo culto, realizando à maneira africana, era dedicado aos ancestrais indígenas, Senhores desta Terra do Brasil. Iniciando no ritual Angola por Jubiabá, Joãozinho foi herdeiro de uma Yansã e se orientou, cada vez mais, em direção ao ritual Nagô. Este caso nos parece típico da ascendência exercida pelo ritual Nagô sobre as religiões de etnias diferentes.
Na própria África, as religiões Bantus parecem centradas sobre uma série de devoções aos ancestrais de um grupo familiar reduzido e não sobre o culto de deuses ligados às forças da natureza. É possível que existissem estes tipos de cultos, mas, na Bahia, eles tomaram uma forma bem próxima da concepção Yorubá. 

ALGUNS ARQUÉTIPOS DE ORISA


ORISA ÈSÚ - São pessoas geralmente de um caráter variado, ao mesmo tempo bom e ruim, são pessoas compreensivas, principalmente com os problemas alheios, são conselheiros, intriguentos, procuram fazer tudo certo, mas se resolverem fazer tudo errado não há quem os agüente. são pessoas fortes, incansáveis, desordeiros, animados, alegres e brincalhões, e gostam de fiscalizar os outros, gostam de resolver encrencas das outras pessoas, ciumentos e interesseiros.
ORISA ÒGÙN - São pessoas que nada temem, atléticos, agressivos, e de mau humor, como marido são brutos, viris e conquistadores, costumam separar e juntar, são rápidos agem sem pensar, ofende-se facilmente, são insistentes naquilo que desejam, geralmente emotivos, impacientes e brigões, arrepende-se facilmente, gostam de comer bem, e de beber, temperamento difícil, mas de muita iniciativa.

ORISA OSOOSI - São pessoas espertas, ágeis e esbeltos, têm senso de responsabilidade, apaixonados, românticos, carinhosos, volúveis e narcisistas. São festeiros, amáveis, educados e muito estimados, podem a chegar a serem falsos e traiçoeiros. Tem muitas qualidades artísticas, muita criatividade, iniciativa, são muito curiosos, às vezes agressivos e franco a ponto de serem grosseiros, são pessoas que não guardam segredos. 

ORISA OSANIYN - São pessoas frágeis, saúde delicada, esforçados, volúveis, sem ambições, estudiosos, sonhadores, esquisitos e desligados, preservam a liberdade, propenso a homossexualidade, dotados de muita energia, prestativos, carentes desinteressados, ligados a família, mas gostam de viver de forma independente.

ORISA OMOLU - São pessoas que trazem no corpo a marca deste orisa, resistente diante das doenças, relacionamento social difícil, os homens geralmente não tem sorte com as mulheres, se for mulher pode não ser boa mãe, gostam da família, dedicam a outras pessoas a ponto de esquecer de si próprio, generosos e com senso de responsabilidade, gostam de se modificar, reservados e caseiros. O que é seu é seu, não admitem que nada lhe seja tomado, tem muita intuição.

ORISA OSÚMÁRÈ - São pessoas com tendência a riquezas, generosos, não negam ajuda, tem beleza própria, são elegantes, despertam atenções, pessoas dadas e surpresas, dinâmicos e curiosos, inteligentes, espertos, pacientes e perseverantes. Às vezes um pouco exibicionistas e raivosos, possuem cacoetes, são cobras embrulhadas em papel de presentes, dão o bote sem esperar.

ORISA NÀNÀ - São pessoas velhas antes do tempo, lentas nos atos e ações, calmas, equilibradas e muito trabalhadoras, gentis e dignas, tem reservas sobre os homens, resistência física austera, sem beleza ou vaidade, não suportam desordem, e desperdícios, gostam de crianças, são sabias, carinhosas, ranzinzas, e gostam de costurar e cozinhar.

ORISA ÒSUN - São pessoas graciosas, elegantes, sensíveis e delicadas. O encanto são armas para conseguir o que desejam, chegam a ser infantis, não recusam nada, premonição, podem ser perigosas, falsas, egoístas, calma, adoram jóias, tendência a perdê-las, buscam sempre uma posição social, emotivas, voz suave,  independentes, meigas, sorridentes e muitas vez preguiçosas, tem tendências a muitos problemas conjugais e  são muito astutas.

ORISA ÒBÀ - São mulheres de muito valor, mas incompreendidas, atitudes agressivas em virtude da experiência não são bem sucedidas, tendências viris, ambiciosas, buscam tudo na vida, não gostam de perder, são masculinizadas, tem forte aparência física, não levam desaforos, julgam-se superiores, junto às outras pessoas e as outras mulheres.

ORISA ÌYÈMÒNJÁ - São pessoas imprevisíveis como as ondas, ciumentas, esposas e mãe zelosas, perdoam, mas não esquecem, são muito desconfiadas, fazem as coisas e tiram o corpo fora, se perdoam não esquecem, aparentemente calmas, dão para os negócios, se forem magras fogem do conceito, e se tornam perigosas, exigentes, não respeitam a posição assumidas.

ORISA IANSA/OYÁ - São pessoas audaciosas, poderosas, astutas, e ciumentas, dedicadas ao companheiro, não admitindo ser enganadas, fieis e leais, podendo mudar caso seja contrariadas em seus projetos, são vistosas, e tem muito apetite sexual, são do momento, estão sempre bem diante dos problemas, sabem viver na tempestade, são irrequietas, tem muita energias e dinamismo.

ORISA SÀNGÒ - São pessoas conscientes de uma suposta beleza, sentimentos ligados a justiça, não admitem serem contrariados, podendo ser violentos e incontroláveis, tendência a obesidade, ligados a mãe, tem poder de  liderança, gostam da vida, mas temem a morte, são vingativas, orgulhosas, teimosas, atrevidas, elegantes,  gulosos, dorminhocos, são asseados, conquistadores, infiéis, ciumentos, senhores de suas obrigações, as vezes  pão duros, não sabem perdoar, mas muito brincalhões.

ORISA OLÒGÚNODE - Geralmente são pessoas bonitas, e de trato fácil, orgulhosos de sua beleza, eternos jovens e mulherengos, calmos e educados, ciumentos, individualistas, pão duro, narcisistas, o que é seu é seu, muito vaidosos, gostam de demonstrar grandezas, quando ver coisas caras ou baratas, compram sempre as mais caras.

ORISA ÒSÒLÙFON/OBATALÁ - São pessoas calmas e dignas, teimosas, não mudam planos, nem mesmo opiniões contrarias, assumem as conseqüências dos seus atos, frágeis, podem ter defeitos de nascença no corpo, friorentos, vingativos, podem ficar afastados dos destinos carnais, alto controle, perfeição, custo simples, observadores, odeiam barulho, sujeira, e desordem, chegam a ser altamente respeitável, não perdoam, irritam os  outros com sua prepotência e insegurança, liderança, são orgulhosos, se fizerem para eles haverá retorno.

ORISA ÒSÒGIYÀN - São pessoas altas, robustos e amigos das mulheres, gostam de mandar, vaidosos, dificuldades no emprego, não gostam de ser mandados, procuram pressionar, são faladores, brincalhões, tem muita intuição, são alegres, gostam da vida, não são agressivos, mandões, preguiçosos, sonsos, podem até vir a ser falso, dividem tudo o que tem com os outros. 

NAÇÃO KETU



A IMPORTÂNCIA DOS MITOS NO CANDOMBLÉ

A Religião dos Orixás remonta de muitos séculos, sendo um dos mais antigos cultos religiosos de toda história da humanidade.

O objetivo principal deste culto é o equilíbrio entre o ser humano e a divindade aí chamada de orixá.
A religião de orixá tem por base ensinamentos que são passados de geração a geração de forma oral.
Basicamente este culto está assim organizado:
1o Olorun - Senhor Supremo ou Deus Todo Poderoso
2o Olodumare – Senhor do Universo
3o Orunmilá – Divindade da Sabedoria (Senhor do Oráculo de Ifá)
4o Orixá – Divindade de Comunicação entre Olodumare e os homens, sendo os seus “filhos” chamados de elegun, onde a palavra elegun quer dizer "aquele que pode ser possuído pelo Orixá"
5o Egungun – Espíritos dos Ancestrais
Os mitos são muito importantes no culto dos orixás, pois é através deles que encontramos explicações plausíveis para determinados ritos.
Sem estas estórias, lendas ou ÌTAN seria difícil ter respostas a sérios enigmas, como o envolvimento entre a vida do ser humano e do próprio orixá.

O MITO DA CRIAÇÃO (Segundo a Tradição Yorubá)

Olodumaré enviou OBATALÁ (Oxalá – corruptela de Orinsaalá) para que criasse o mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 (cinco) dedos e um camaleão. A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por último, colocaria o camaleão para saber se a terra estava firme.
Oxalá foi avisado para fazer uma oferenda a Exu antes de sair para cumprir sua missão. Por ser um orixá funfun, Oxalá se achava acima de todos e, sendo assim, negligenciou a oferenda à Exu. Descontente, Exu resolveu vingar-se de Oxalá, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo outra alternativa, Oxalá furou com seu OPASORO o tronco de uma palmeira. Dela escorreu um líquido refrescante que era o vinho de Palma. Com o vinho, ele saciou sua sede, embriagou-se e acabou dormindo.
Olodumaré, vendo que Obatalá não havia cumprido a sua tarefa, enviou Oduduwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar que Oxalá estava embriagado, Oduduwa cumpriu sua tarefa e os outros orixás vieram se reunir a ele, descendo dos céus, graças a uma corrente que ainda se podia ver no Bosque de Olose.
Apesar do erro cometido, uma nova chance foi dada à Oxalá: a honra de criar os homens. Entretanto, incorrigível, embriagou-se novamente e começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.
Oduduwa interveio novamente. Acabou com os monstros gerados por Oxalá e criou homens sadios e vigorosos, que foram insuflados com a vida por Olodumaré.
Esta situação provocou uma guerra entre Oduduwa e Oxalá. O último, Oxalá, foi então derrotado e Oduduwa tornou-se o primeiro Oba Oni Ifé ou "O primeiro Rei de Ifé".

Abian


O QUE É ABION – ABIAN - ABIÃ

ABIYAN: Dentro dos cultos afro-brasileiros existe uma categoria de pessoas que são classificadas de Abiyans.
A PALAVRA ABIYAN QUER DIZER: ABI = "AQUELE QUE" E AN (ON) = SERIA UMA CONTRAÇÃO DE "ONÃ" (ONOON), QUE QUER DIZER “CAMINHO”.
AS DUAS PALAVRAS AGLUTINADAS FORMARAM O TERMO ABIYAN (ABION), QUE QUER DIZER “AQUELE QUE COMEÇA”, “UM NOVO CAMINHO”.
O ABIYAN É UMA PESSOA QUE ESTÁ COMEÇANDO UM NOVO CAMINHO, UMA NOVA VIDA ESPIRITUAL.
O Abiyan também pode ter fios de contas lavados, tomar axé de ebori e, até em alguns casos, ter orixá assentado.
O Abiyan é um pré-iniciado e não um simples frequentador, como muitas das vezes é classificado. Pode desempenhar várias atividades dentro de um terreiro, como, por exemplo, varrer, ajudar na limpeza, ajudar nos cafés da manhã e almoços comunitários realizados em dias de festas de orixá, lavar louças, ajudar na decoração do barracão, enfim, o Abiyan pode desempenhar várias tarefas sem maior envolvimento religioso.
O período de Abiyan é de muita importância, pois, é nesse período que o recém-chegado passa a observar o comportamento e a conviver com os já iniciados.

Existem pessoas que passaram por um longo período sendo Abiyan, antes de se iniciarem. Portanto, vale ressaltar a importância deste período, ou seja, Abiyan e dizer que o frequentador em yorubá, chama-se Lemó-mú.



Fonte Awofa Ifakemi Miguel

sábado, 6 de outubro de 2012

Intolerância religiosa

As leis que todos devemos conhecer !
Intolerância religiosa é CRIME !!!!!



A liberdade de crença é um direito assegurado na Constituição Federal que necessita urgentemente de validade pratica, de modo que toda e qualquer crença ou religião possa ser exercida num contexto de respeito, paz e compreensão.
De outra parte, a intolerância e a discriminação que há séculos perseguem as religiões de matriz africana representam uma das faces mais perversas do racismo brasileiro.
Liberdade de reunião, de culto e de liturgia são direitos previstos na Constituição Federal.
Respeitando-se a lei, todos podem reunir-se pacificamente para manifestar sua crença, sem qualquer tipo de obstáculo do Poder Público ou de particulares.
O culto pode ser realizado e locais fechados ou abertos, ruas, praças, parques, praias, bosques, florestas ou qualquer outro local de acesso publico.
Segundo a Constituição Federal existem apenas três casos em que o culto pode ser proibido: quando não tiver caráter pacifico; se houver uso de arma de fogo ou se estiver sendo praticado um ato criminoso. (Lei nº 1.207 de 25 de outubro de 1950). Fora disso, é permitido tudo aquilo que a lei não proíbe. Não podemos esquecer, no entanto, que as leis sobre vizinhança, direito ao silêncio, normas ambientais, etc... devem ser ser sempre respeitadas.
O Código Penal proíbe a perturbação de qualquer culto religioso e a Lei de Abuso de Autoridade pune o atentado ao livre exercício do culto. (pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, art. 18 / Convenção Americana de Direitos Humanos, art. 12 / Declaração para Eliminação de todas as Formas de Intolerância e de Discriminação baseada em Religiões ou Crença, art. 6º / Código Penal, art. 208 e seguintes / Lei de Abuso de Autoridades, nº 4.898, de 09 de dezembro de 1965) A mais alta Corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal, já decidiu que a discriminação religiosa é uma espécie de prática de racismo.
Isto significa que o crime de discriminação religiosa é inafiançável (o acusado não pode pagar fiança para responder em liberdade) e imprescindível (o acusado pode ser punido a qualquer tempo).
A pena para o crime de discriminação religiosa pode chegar a 05 anos de reclusão.
No caso de discriminação religiosa, a vitima deve procurar uma Delegacia de Polícia e registrar a ocorrência. O Delegado de Polícia tem o dever de instaurar inquérito, colher provas e enviar o relatório para o Judiciário, a partir do que terá início o processo penal.

O Estado tem a obrigação de manter a paz social, a compreensão e respeito mútuo entre as várias denominações religiosas. Não haverá democracia plena no Brasil enquanto houver ofensas e discriminação de ordem social e cultural, baseada em religião ou crença. Diga não a intolerância e a discriminação religiosa. 
Fonte de pesquisa: 
Campanha em defesa da liberdade de crença e contra a intolerância religiosa. 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

AXÉ

AXÉ
A palavra Axé é de origem yorubá e é muito usada nas casas de Candomblé. Axé significa "força, poder", mas também é empregada para sacramentar certas frases ditas entre o povo de santo, como por exemplo:
Eu digo: - “Eu estou muito bem.”
Outro responde: -AXÉ!” Esse “axé“ aí dito equivaleria ao "Amém" do Catolicismo ("que Deus permita").
Mas, o Axé ainda pode significar a própria casa de Candomblé em toda a sua plenitude. Daí, uma Yalorixá também ser chamada de Yalaxé (Iyálàse), ou seja, “Mãe do Axé” ou a pessoa responsável pelo zelo do Axé ou força da casa de Orixá.
Axé também pode significar “Vida”. E tudo que tem vida tem origem. Chamar a vida é chamar o Axé e as origens. OS ORIXÁS SÃO AXÉ, OS ORIXÁS SÃO VIDA.
Agora, o que seria Contra-Axé?
O contra-axé são todas as estruturas de opressão e morte que destroem a vida das comunidades. O contra-axé ainda pode ser todas as quizilás e ewós (interdições) dentro de uma casa de orixá e também certos tabus que cercam o Omo-orixá.
Na tradição dos orixás, axé também pode significar a "força das águas, do fogo, da terra, das árvores, das pedras" enfim de tudo que tem vida. Pois, O CANDOMBLÉ É UM CULTO DE CELEBRAÇÃO À VIDA E A TODA A FORÇA QUE DELA ADVÉM, OU SEJA, O PRÓPRIO CULTO, É O PRÓPRIO AXÉ.

Fonte Awofa Ifakemi Miguel

A ORGANIZAÇÃO DO CANDOMBLÉ NO NOVO MUNDO


A ORGANIZAÇÃO DO CANDOMBLÉ NO NOVO MUNDO

Antigamente, na Nigéria, os dias da semana eram apenas 04 (quatro) e eram assim denominados:
1o dia - Ójumò Exu
2o dia - Ójumò Ogun
3o dia - Ójumò Xangô
4o dia - Ójumò Oxalá
Sendo que estes 04 (quatro) dias estavam ligados aos 04 (quatro) pontos cardeais:
1o a leste onde habita Exu
2o ao norte onde habita Ogun
3o a oeste onde habita Xangô
4o ao sul onde habita Oxalá
Como se pode observar, os yorubás tinham sua própria semana organizada que foi modificada ou adaptada à semana ocidental. Isto aconteceu porque não se manteve a tradição milenar de apenas 04 (quatro) dias.
Quando o Candomblé foi estabelecido na Bahia por Yanassó teve-se que se adaptar, como foi visto anteriormente, o culto para os moldes ocidentais, ou seja, cultuar vários orixás no mesmo espaço. Com esta junção, criou-se o que foi chamado Ójumò-osé ou dia de limpar ou ainda Ójumò-uenumó ou dia do descanso. Essa distribuição foi feita da seguinte forma:
2a feira cuidaria-se de Exu e Omolu
3a feira cuidaria-se de Ogun e Oxumarê
4a feira cuidaria-se de Xangô e Oya
5a feira cuidaria-se de Oxossy
6a feira cuidaria-se de Oxalá
No sábado seria a vez de se cuidar de todas as Yas ou Mães que seriam: Oxum, Yemanjá, Nanã, entre outras. Já no domingo, cuidar-se-ia de Ibeji.
Esta distribuição foi feita para que cada Omo-orixá tivesse seu orixá ligado a um dia da semana e nesse dia esse omo-orixá estivesse na casa de Candomblé para prestar culto ao seu orixá, não fugindo assim com a sua responsabilidade de cuidar de seu orixá.
Como comprovam vários estudiosos da cultura africana, não só houve a adaptação da semana yorubá para a semana ocidental, como uma série de cerimônia e ritos da religião de orixá tiveram que se adaptar ao Novo Mundo, conforme mostra o próprio ritual de iniciação que na Nigéria é feito em aldeias que ficam no interior das florestas.
Outra adaptação feita para o Brasil foi o do Jogo de Búzios. Enquanto no culto de orixá na Nigéria apenas o Babalawo faz o culto à adivinhação e é ele, por determinação de Ifá, quem orienta todos os acontecimentos dentro do egbé; no Brasil, o jogo de búzios foi uma modalidade criada pelo Oluwô Bamboxé para as mulheres ou Yalorixás da época.

Esta distribuição foi feita para que cada Omo-orixá tivesse seu orixá ligado a um dia da semana e nesse dia esse omo-orixá estivesse na casa de Candomblé para prestar culto ao seu orixá, não fugindo assim com a sua responsabilidade de cuidar de seu orixá.
Como comprovam vários estudiosos da cultura africana, não só houve a adaptação da semana yorubá para a semana ocidental, como uma série de cerimônia e ritos da religião de orixá tiveram que se adaptar ao Novo Mundo, conforme mostra o próprio ritual de iniciação que na Nigéria é feito em aldeias que ficam no interior das florestas.
Outra adaptação feita para o Brasil foi o do Jogo de Búzios. Enquanto no culto de orixá na Nigéria apenas o Babalawo faz o culto à adivinhação e é ele, por determinação de Ifá, quem orienta todos os acontecimentos dentro do egbé; no Brasil, o jogo de búzios foi uma modalidade criada pelo Oluwô Bamboxé para as mulheres ou Yalorixás da época.

AS VARIAÇÕES DAS TRÊS NAÇÕES: JEJE, KETU E ANGOLA
Dos muitos grupos de escravos vindo para o Brasil, 03(três) categorias ou nações se destacaram:
Negros Fons ou Nação Jeje
Negros Yorubás ou Nação Ketu
Negros Bantos ou Nação Angola
Cada uma dessas 03 (três) nações tem dialeto e ritualística própria. Mas, houve uma grande coligação entre os deuses ou Divindades adorados nessas 03 (três) nações, por exemplo:
Na Nação Jeje os deuses são chamados de Voduns
Na Nação Ketu, de Orixás
Na Nação de Angola, de Inkices
Abaixo, encontram-se relacionados os deuses, as suas ligações e correspondência em cada uma dessas 03 (três) nações:
KETU
JEJE
ANGOLA
Exu
Elegbá
Bombogiro
Ogun
Gu
Nkosi-Mucumbe
Oxossy
Otolú
Mutaka Lambo
Omolu
Azanssun
Cavungo
Xangô
Sogbô
Nizazi ou Luango
Ossayn
Ague
Katende
Oya / Yansã
Guelede-Agan ou Vodun-Jó
Matamba/Kaingo
Oxum
Aziri-Tolá
Dandalunda
Yemanja
Aziri-Tobossi
Samba Kalunga/Kukuetu
Oxumarê
Becém
Angoro - Ongolo
Oxalá
Lissá
Lemba









Fonte Awofa Ifakemi Miguel

Candomblé


POR QUE O CULTO DO ORIXÁ É CHAMADO DE CANDOMBLÉ?

Em 1830, algumas mulheres negras originárias de Ketu, na Nigéria, e pertencentes a irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, reuniram-se para estabelecer uma forma de culto que preservasse as tradições africanas aqui, no Brasil.
Segundo documentos históricos da época, esta reunião aconteceu na antiga Ladeira do Bercô; hoje, Rua Visconde de Itaparica, próximo a Igreja da Barroquinha na cidade de São Salvador - Estado da Bahia.
Desta reunião, que era formada por várias mulheres, uma mulher ajudada por Baba-Asiká, um ilustre africano da época, se destacou:
- Íyànàssó Kalá ou Oká, cujo òrúnkó (nome) no orixá era Íyàmagbó-Olódùmarè.
Mas, o motivo principal desta reunião era estabelecer um culto africanista no Brasil, pois viram essas mulheres, que se alguma coisa não fosse feita aos seus irmãos negros e descendentes, nada teriam para preservar o "culto de orixá", já que os negros que aqui chegavam eram batizados na Igreja Católica e obrigados a praticarem assim a religião católica.
Porém, como praticar um culto de origem tribal, em uma terra distante de sua ÌYÁ ÌLÚ ÀIYÉ ÈMÍ, ou a mãe pátria terra da vida, como era chamada a África, pelos antigos africanos?
Primeiro, tentaram fazer uma fusão de várias mitologias, dogmas e liturgias africanas. Este culto, no Brasil, teria que ser similar ao culto praticado na África, em que o principal quesito para se ingressar em seus mistérios seria a iniciação. Enquanto na África a iniciação é feita muitas vezes em plena floresta, no Brasil foi estabelecida uma mini-África, ou seja, a casa de culto teria todos os orixás africanos juntos. Ao contrário da África, onde cada orixá está ligado a uma aldeia, ou cidade, por exemplo: Xangô em Oyó, Oxum em Ijexá e Ijebu e assim por diante.
Mas, por que esse culto foi denominado de CANDOMBLÉ?
Este culto da forma como é aqui praticado e chamado de Candomblé, não existe na África. O que existe lá é o que chamo de CULTO À ORIXÁ, ou seja, cada região africana cultua um orixá e só inicia elegun ou pessoa daquele orixá. Portanto, a palavra Candomblé foi uma forma de denominar as reuniões feitas pelos escravos, para cultuar seus deuses, porque também era comum chamar de Candomblé toda festa ou reunião de negros no Brasil. Por esse motivo, antigos Babalorixás e Yalorixás evitavam chamar o "culto dos orixás" de Candomblé. Eles não queriam com isso serem confundidos com estas festas. Mas, com o passar do tempo a palavra Candomblé foi aceita e passou a definir um conjunto de cultos vindo de diversas regiões africanas.
A palavra Candomblé possui 2 (dois) significados entre os pesquisadores: Candomblé seria uma modificação fonética de “Candonbé”, um tipo de atabaque usado pelos negros de Angola; ou ainda, viria de “Candonbidé”, que quer dizer “ato de louvar, pedir por alguém ou por alguma coisa”.
Como forma complementar de culto, a palavra Candomblé passou a definir o modelo de cada tribo ou região africana, conforme a seguir:
Candomblé da Nação Ketu (Yorubá/Nigéria)
Candomblé da Nação Djedje ou Jeje (Fon, Mahis- antigo Dahomé, hoje Benin)
Candomblé da Nação Angola ou Bantu
Candomblé da Nação Congo
Candomblé da Nação Muxicongo

A palavra “Nação” entra aí não para definir uma nação política, pois Nação Jeje (tradução literal – ESTRANGEIRO) não existia em termos políticos. O que é chamado de Nação Jeje é o Candomblé formado pelos povos vindos da região do Dahomé e formado pelos povos MAHI.
Os grupos que falavam a língua yorubá entre eles os de Oyó, Abeokuta, Ijexá, Ebá e Benin vieram constituir uma forma de culto denominada de Candomblé da Nação Ketu.
Ketu era uma cidade igual as demais, mas no Brasil passou a designar o culto de Candomblé da Nação Ketu ou Alaketu.
Esses yorubás, quando guerrearam com os povos Jejes e perderam a batalha, se tornaram escravos desses povos, sendo posteriormente vendidos ao Brasil.
Quando os yorubás chegaram naquela região sofridos e maltratados, foram chamados pelos fons de ÀNAGÔ, que quer dizer na língua fon “piolhentos, sujos” entre outras coisas. A palavra com o tempo se modificou e ficou NÀGÓ e passou a ser aceita pelos povos yorubás no Brasil, para definir as suas origens e uma forma de culto. Na verdade, não existe nenhuma nação política denominada NÀGÓ.
No Brasil, a palavra NÀGÓ passou a denominar os Candomblés também de Xambá da região norte, mais conhecido como Xangô do Nordeste.
Os Candomblés da Bahia e do Rio de Janeiro passaram a ser chamados de Nação Ketu com raízes yorubás.
Porém, existem variações de Nações, por exemplo, Candomblé da Nação Efan e Candomblé da Nação Ijexá. Efan é uma cidade da região de Ilexá próxima a Osogbô e ao rio Oxum. Ijexá não é uma nação política. Ijexá é o nome dado às pessoas que nascem ou vivem na região de Ilexá.
O que caracteriza a Nação Ijexá no Brasil é a posição que desfruta Oxum como a rainha dessa nação.
Da mesma forma como existe uma variação no Ketu, há também no Jeje, como por exemplo, Jeje Mahi. Mahi era uma tribo que existia próximo à cidade de Ketu.
Os Candomblés da Nação Angola e Congo foram desenvolvidos no Brasil com a chegada desses africanos vindos de Angola e Congo.
A partir de Maria Neném e depois os Candomblés de Mansu Bunduquemqué do falecido Bernardino Bate-folha e Bam Dan Guaíne muitas formas surgiram seguindo tradições de cidades como Casanje, Munjolo, Cabinda, Muxicongo e outras.
Nesse estudo sobre Nações de Candomblé, poderia relatar sobre outras formas de Candomblé, como por exemplo, Nàgó-vodun que é uma fusão de costumes yorubás e Jeje, e o Alaketu de sua atual dirigente Olga de Alaketu.
O Alaketu não é uma nação específica, mas sim uma Nação yorubá com a origem na mesma região de Ketu, cuja sua história no Brasil soma-se mais de 350 (trezentos e cinquenta) anos ao tempo dos ancestrais da casa: Otampé, Ojaró e Odé Akobí.
A verdade é que o culto nigeriano de orixá, chamado de Candomblé no Brasil, foi organizado por mulheres para mulheres. Antigamente, nas primeiras casas de Candomblé, os homens não entravam na roda de dança para os orixás. Mesmo os que tornavam-se Babalorixás tinham uma conduta diferente quanto a roda de dança. Desta forma, a participação dos homens era puramente circunstancial. Daí ter-se que se inserir no culto vários cargos para homens, como por exemplo, os cargos de ogans.
Hoje, a palavra Candomblé define no Brasil o que chamamos de culto afro-brasileiro, ou seja:
UMA CULTURA AFRICANA EM SOLO BRASILEIRO.




Fonte Awofa Ifakemi Miguel